Risqué e os homens que amamos, SIM!

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Não se fala em outra coisa a não ser a última coleção lançada pela Risqué.

A coleção chamada ‘Homens que amamos’ traz como nome de cada cor uma ação de algum homem: “André fez o jantar”, “João disse eu te amo”, “Zeca chamou para sair”, “Fê mandou mensagem”, “Guto fez o pedido” e “Leo mandou flores”.

E o burburinho todo é sobre o machismo que a campanha traz. Afinal, a mulher não pode amar um homem por isso, não é mesmo?

Não, EU não acho. Na boa, que povo CHATO!

Falando ainda como publicitária, não se pode criar nada hoje, que já aparecem mil grupos ridicularizando, falando que é preconceito XPTO, que a marca não pensou nisso, naquilo…Preguiça! Isso é o que me dá! Foi-se o tempo onde as pessoas levavam as coisas mais na boa, e viam o lado positivo, não o negativo. Pra mim, o machismo e essas coisas ruins estão enraizadas em quem mete tanto a boca no trombone!

Com certeza a Risqué fez uma pesquisa antes de lançar essa coleção. E nela, deveriam perguntar pras mulheres ‘O que faz um homem te deixar feliz?’. E com certeza, algumas das respostas foram: “Ah, gosto quando ele me manda flores, ou quando ele fala: te amo!”, “Ah, quando ele fez o pedido de casamento e quando ele me espera com um jantar”. E assim, com essas respostas, chegaram aos nomes dos esmaltes.

E agora, falando como mulher, não como publicitária, o que há de errado nisso?

Qual mulher, na fase da paquera, não gosta de receber mensagem ou de ser chamada pra sair? E ainda depois, de receber flores, ser esperada com um jantar, receber um ‘te amo’ e ser pedida em casamento? Eu gosto, e amo meu noivo por todos esses motivos e por mais um milhão, que com certeza não caberia em uma coleção de esmaltes.

Por isso, estou com a Risqué e só digo uma coisa pras mulheres que estão ridicularizando a marca: Acho que vocês não estão sabendo aproveitar as pequenas e boas coisas que os homens podem nos dar. E claro, isso não é tudo, mas se a Risqué fosse colocar tudo isso em vidrinhos de esmaltes, não dariam conta da produção!

Sem mais,

Melina.

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25 comments Add yours
  1. Caraca, Mel.. falou tudo! Eu ia comentar no meu blog sobre um post que vi de uma menina que agora nem me recordo qual blog era.. em que o “feminismo inverso” dela desmerecia nosso dia internacional da mulher. Eu, particularmente achei um absurdo, ela criticava os agradinhos a mais que os homens nos fazem nesse dia (claro, solteira até eu acharia ruim! hahaha).
    Sei lá, o povo anda tão CHATO, que tudo vira motivo pra querer ir contra, tudo é contestado. E caso e essa menina que citei tivesse um namorado/noivo/marido, APOSTO que ela iria adorar ser mimada, no fim soa como hipocrisia mesmo.
    Bom, concordo com tudo o que você escreveu, acho muito burburinho por nada, eu adoro ser mimada, receber flores, meu marido fazer o almoço pra gente, ouvir “eu te amo” toda noite antes de dormir.. aliás qual mulher não gosta, né? HAHAH
    Depois as mesmas querem reclamar que os homens não são românticos. Enfim.
    Adorei o post. Beijo!

    Bia,
    http://blogsince85.com

  2. Acho que ultimamente andam exagerando em algumas coisas, não vi nada demais nos nomes da coleção.
    Acredito que sim, existe muita desigualdade e sou totalmente a favor de algumas causas. Tudo ao extremo acaba se tornando dispensável. Um beijão <3

    1. Himmel, sim, tudo que é extremista não faz bem: na religião, na política, etc…
      Nossa geração parece que quer realmente procurar pêlo em ovo.
      Beijos,
      Mel.

  3. Mel, concordo demais com você. Não sou publicitária nem trabalho na área, mas com certeza foi feita uma pesquisa antes de jogar o produto no mercado. E achei bacana a ideia de buscar mimos e paparicos cotidianos.
    E toda essa energia jogada pra cima da polêmica dos esmaltes poderia ser utilizada também para outras coisas, como igualdade de gêneros, políticas de segurança e muito mais. Achei uma reação bastante exagerada…
    :*
    amandahillerman.wordpress.com

  4. “Foi-se o tempo onde as pessoas levavam as coisas mais na boa, e viam o lado positivo, não o negativo.” Foi-se o tempo também que escravidão e feminicídio eram permitidos. O mundo anda para a frente, e as desigualdades não devem seguir na sociedade.

    1. Juliana, e essa coleção mostra a desigualdade onde?
      Eu vi isso tudo como simples gestos de carinhos do dia-a-dia. E já que quem compra esmaltes são as mulheres, dos seus parceiros com elas. O que há de errado nisso?
      Contra a desigualdade, eu também sou! E eu acho que essa coleção não tem nada a ver com isso!
      Beijo,
      Mel.

  5. Até que enfim alguém com a mesma opinião que eu. Parece que se você não posta algo em repudio a marca você está compactuando com as milhares de mortes de mulheres por ano e com estupros e tudo mais.

  6. Oi, Melina! Gostei muito do seu post e concordo com tudo que disse. Não vi nada de mais nos nomes, que pudesse gerar tanta polêmica. As pessoas, hoje em dia, estão levando tudo muito a sério.

  7. acho que as mulheres aproveitam sim, as “chatas” estão querendo dizer “isso não é um mérito, isso não merece um prêmio, é apenas uma atitude que deveria ser normal para você” mas não é porque o machismo já está tão presente nas nossas vidas que muitas vezes não percebemos. seu blog, sua opinião mas eu diria que procurar outras opiniões sobre o tema pode te ajudar a entender melhor porque existem tantas mulheres reclamando.

    1. Tem muitas mulheres reclamando porque todo mundo é diferente!
      Cada um tem uma opinião, e ainda bem que é assim, senão tudo seria muito chato, né? Assim como você discordou, várias pessoas também concordaram.
      Eu realmente acho que levaram a sério demais essa coleção. Hoje em dia os publicitários estão sofrendo, porque todo mundo tenta analisar uma campanha do avesso e de ponta cabeça, sendo que era pra ser, nesse caso, só demonstrações de afeto em vidrinhos de esmalte.
      Mel.

  8. Considerando a quantidade de vezes que vejo: “ah, mas noi zomi num gosta di zuinhia pintada” essa campanha foi uma verdadeira e fedida bosta. Isso sem contar a heteronormatividade do negócio 🙂
    Sem falar que não conheço uma mulher que pinte as unhas para homem qualquer…

    1. Nisso eu concordo com você: eu faço as unhas pra mim!
      Mas não vejo essa relação, de verdade. Já saiu coleção de tudo o que é possível, essa foi apenas mais uma…
      Achei muito alarde desnecessário.
      Mel.

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